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set 18

Ode à beleza

Na última sexta-feira, na laive do novohamburgors, um rosto plasmou todas as atenções. O convidado era o infatigável, imparável, determinado e hipermegafocado Rodrigo Steffen, uma dessas personalidades, que mal comparando, é tipo Corona, pois no ano passado ninguém sabia onde ele estaria hoje e hoje, ninguém pode imaginar onde ele chegará no ano que vem. Mas quem roubou a cena, foi ela. Foi ela, sim. Inevitavelmente.

Dona de um sorriso de cristal, ela, a hostess, amarrou todas as vistas em torno de seu semblante celestial. Não havia como olhar para outro lado. Disfarçar. Dirigir a visão por outro ângulo. Ficamos, perdão Rodrigo, te ouvindo, mas enfeitiçados nela.

Os olhos brilhantes de brilho, atraíam magneticamente tudo que fosse vivo. Sabe, é daquelas belezas que inebriam e esgotam o oxigênio. Asfixiam. Paralisam seu raciocínio como veneno ofídico e estagnam sua capacidade de pensar. Mas não de sonhar.

As covinhas mantinham o astral que a cara de anjo elevava a cada instante. O problema? Sim, tem problema. Ela acusa seus encantos, e sabe da sua eletricidade. Beleza excessiva também é agressiva. Não se pode olhar, sem deixar de admirar. É o Louvre.

Quando ela ajeitava o cabelo, doía ainda mais. Doía fundo. Uma chibatada. Sinal de que ela maneja com garbo e proficiência o dom de iludir, como diria o poeta. O dom de iludir que você nutra alguma esperança. Dom de confundir. Ficamos todos ansiosos pela próxima pergunta, o próximo comentário. As palavras saíam doces, bem elaboradas num balãozinho perfumado de HQ, numa partitura, ora clássica, ora pop, ora punk, mas sempre sweet, Baby Jane.

Tortura. Sim, foi. Lamento informar. Uh, espero muito que o cônjuge, conjugue o diálogo, seja compreensivo, aberto a manifestações dessa ordem, moderno, democrático, afinal tem que ter estrutura, reconheço, para aceitar um textão desses em homenagem a consorte.

Aliás, com sorte, para ficar na paranomásia, Rodrigo, estivemos nós, quando postamos o dedinho naquela fotinho do Insta que diz live, ao vivo, mera redundância para encontrar sem procurar, uma beleza nada redundante. Chamá-la de colírio seria superestimar burramente o princípio ativo de pingar no molhado. Reducionismo barato e imperdoável.

Traços acidamente vienenses, talvez suíços, dinamarqueses, com indicadores tchecos, toques belgas, aperfeiçoados em tours pelo velho continente, geraram aquela mistura irrevogavelmente perfeita. Sou daqueles que discordam de alguns dogmas tidos como incontestáveis no mundinho de quase todo mundo. A perfeição existe, sim. Basta olhar com um cuidado também perfeito. Tolerante e crítico. Viajandão e detalhista. Humano e pessoal. Distante e de perto. Multifacetado.

Espero que os leitores tenham chegado até aqui. Afinal se procuraram, encontraram. Encontraram poesia contemporânea nesse dia, que sucede uma semana de duras perdas. Suavizando as dores de quem lê ou escreve, para se transformar no que sempre deveria ter sido.

Eu, preferia que essa laive fosse deletada. Afinal certas imagens existem para ficar só na retina de quem viu. Não são para capilarizar. Mas procure. Me enfrente.

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